Em pé, vereadores rejeitam representação contra prefeito

Depois de muitos debates, emenda não alcançou quantidade de votos. Representação contra prefeito é arquivada

Debates é a palavra que mais bem define a sessão de Câmara da noite de segunda-feira (04/02).

A possibilidade orçamentária de terceirização da prestação do serviço de coleta e destinação do lixo foi um dos temas mais debatidos e dividiu os vereadores.

Os parlamentares mantiveram os R$ 1,9 milhão na rubrica orçamentária de outros serviços de pessoa jurídica para a terceirização do lixo.

Ricardo Negrão (PTB) e o presidente Marcelo Martins (PSL) pretenderam retirar a rubrica do orçamento, mas não obtiveram êxito. Alegando que se trata apenas de mera disponibilidade orçamentária, a maioria dos vereadores rechaçou a retirada dos valores do projeto.

Edmércia Micheletti (PSB) e o autor Ricardo Negrão (PTB) foram os únicos votos favoráveis. Os contrários alegaram também que eventual terceirização dependeria de audiência pública expositiva e que é necessário ampliar a eficiência do serviço.

O valor de R$ 1,9 milhão permaneceu embutido em um projeto maior, de R$ 7,2 milhões. Mais de R$ 1 milhão está reservado para a conclusão da reforma e ampliação da Escola Toledo. R$ 1,2 milhão está alocado para a conclusão da reforma do Centro de Saúde da região central da cidade e Unidade Básica de Saúde de Tapinas.

Mais de R$2 milhões servirão para recuperação da ponte da vicinal “Adauto Grespi” e recuperação do asfalto de bairros como Campestre, Itauera, Portal das Laranjeiras, Silveira, São Francisco, Espanha e quadrilátero central.

Parte considerável dos recursos é originária de convênios com o governo federal e superávit financeiro de 2018.

O segundo projeto aprovado de ajuste orçamentário reforça dotações de desapropriação de imóveis e emendas impositivas dos vereadores de 2018 ainda não executadas.

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Representação contra o prefeito

Ainda na sessão de segunda-feira e também com debates, os vereadores não receberam a representação da eleitora Marisa Dultra contra o prefeito Edmir Gonçalves (PTC). A munícipe alega que o prefeito cometeu infração político administrativa ao deixar de conceder bolsas de estudo de Piloto Privado na Escola EJ. A concessão das bolsas compensaria o não pagamento de impostos. Além de prefeito, Edmir Gonçalves é proprietário da empresa EJ Escola de Aviação Civil.

Apenas Ricardo Negrão e Marcelo Martins votaram a favor do recebimento da representação. Por não obter o número mínimo de seis votos, o documento foi para o arquivo.

Dekel

Os vereadores aprovaram também projeto de lei que autoriza a prefeitura a concordar com a transferência para a empresa Dekel Alimentos do imóvel cedido inicialmente para a empresa JR Esquadrimar.

O terreno, de 46 mil metros quadrados e com barracão já edificado, fica no Distrito Industrial Vicente Nigro, que margeia a Avenida Prefeito Tarquínio Bellentani, após o Jardim Santa Clara.

A empresa Dekel atua no ramo de processamento de óleo e gordura vegetais. De acordo com informações enviadas ao Conselho do Programa de Desenvolvimento Industrial, no auge da produção, a empresa deve gerar 180 empregos diretos.

A próxima sessão ordinária será na segunda-feira que vem, dia 11 de fevereiro, às 18h30.

→Assista à sessão de 04 de fevereiro

Jornalismo – Câmara Municipal