Exposição de proposta da CPFL

Programa de eficiência energética está atrelado a refinanciamento. Segundo empresa, dívida da entidade com distribuidora se aproxima de R$ 4 milhões

Antes do início da sessão de Câmara da noite de 22/8, representantes da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) expuseram aos vereadores proposta de implantação de um programa de eficiência energética direcionado à Santa Casa.

A implantação do programa, porém, está condicionada ao refinanciamento da dívida que a entidade tem com a distribuidora, contabilizada em R$ 3.957.875,26. Todos os números são da CPFL.  

As informações apresentadas mostram que o consumo mensal da Santa Casa tem média de R$ 35 mil. De acordo com Fabiano Ferreira Dias, consultor de negócios da empresa, o consumo dobrou após a instalação da usina de oxigênio no hospital.

Números da dívida de energia

Em faturas atrasadas, o montante chega a R$ 2.426.490,38. Juros, multas e correções elevam a dívida para quase R$ 4 milhões.

Com o ingresso no programa, a CPFL se propõe a deixar de receber quase R$ 1,3 milhão, financiando os R$ 2.667.839,09 restantes.

Entretanto, a proposta é de divisão em 90 parcelas de R$ 44.648,17 ao mês, o que levaria a dívida a superar o patamar de R$ 4 milhões (R$ 4.018.335,30 em números exatos).

O eventual financiamento da dívida obriga a participação da Câmara de Vereadores, que autorizaria a prefeitura a assumir as parcelas ou autorizaria o município a ser fiador de um ajuste direto entre CPFL e Santa Casa. No segundo caso, as receitas da cota-parte recebida do ICMS pelo município seriam a garantia financeira do acordo.

Eficiência energética

Aceitando a proposta da CPFL, a Santa Casa tem direito a receber o que a distribuidora chama de Programa de Eficiência Energética. Eles garantem que a Santa Casa teria uma economia mensal de 30% a 35% da conta, o que representaria até R$ 12 mil. A economia poderia ser maior se a entidade trocasse aparelhos obsoletos, que gastam muito, como as máquinas da lavanderia. A sugestão foi da própria CPFL.

Na eficiência energética, a distribuidora gastaria em torno de R$ 472 mil para entregar e instalar no telhado da Santa Casa 250 módulos fotovoltaicos e um inversor, além de substituir 2627 lâmpadas incandescentes por lâmpadas de led, que gastam menos. Com os módulos fotovoltaicos e o inversor, a Santa Casa produziria energia a partir da luz solar. O programa já funciona em estabelecimentos de saúde de Barretos e Araçatuba.

Para isso se concretizar em Itápolis, a Santa Casa precisa ficar em dia com a CPFL.

A iniciativa de trazer o debate para a Câmara partiu do vereador Tonicão D’Agostino (PSDB). Além dos vereadores, a secretária de Saúde Fernanda Bonfante acompanhou a exposição das propostas.

Jornalismo – Câmara Municipal