Foto: Sessão de Câmara

Apenas Professor Antonio (PMDB) e Marcelo Francischetti (PMDB) foram a favor. Denúncias serão arquivadas

 

Os três pedidos de abertura de comissão processante contra o vereador Valdir Gonzaga (PSL) foram rejeitados pela maioria da Câmara, na noite de terça-feira (28/2).

Marcos Venturini (PR), Guto Biella (PV), José Avelino (PRP), Keko Puzzi (PR) e Tonicão De Agostini (PR) derrubaram as denúncias dos eleitores Célia Pimentel Cantazini, Aidê Abreu Godói Baptista e Luciano Benedito da Silva protocolados na semana passada. A favor, Marcelo Francischetti e Professor Antonio. Irani Biazotti (PMDB), por ser presidente, não votou e Valdir Gonzaga, denunciado, também não.

Os vereadores contrários não se manifestaram na Tribuna.

Por outro lado, Marcelo Francischetti justificou seu voto a favor como possibilidade de defesa e esclarecimento de Valdir em uma comissão.

Os eleitores entraram com requerimentos na Câmara Municipal denunciando eventual quebra de decoro parlamentar por parte do vereador Valdir Gonzaga em assuntos relacionados à Central Municipal de Alimentos, repartição mais conhecida por Cozinha Piloto, no ano de 2010.

Os autores alegam que o nome de Valdir Gonzaga está vinculado ao processo de ação civil pública movido pelo Ministério Público contra sua esposa. No ano passado, o Ministério Público abriu inquérito e ofereceu ação contra atos da esposa do vereador, à época chefe da Cozinha Piloto, por prática de improbidade administrativa. A ação foi aceita e tramita em primeira instância na Vara local.

Nos requerimentos protocolados na Câmara, Valdir é acusado de se beneficiar de mão de obra de servidora da Cozinha Piloto que prestou serviços em sua residência em horário de expediente, além de retirada de alimentos da repartição para empregados de sua chácara.

As acusações se baseiam em peça processual de autoria do Ministério Público em que são reproduzidos depoimentos de funcionários da Cozinha Piloto.

Como não foram aceitas, as denúncias seguem para o arquivo.

Demais projetos

Entre os projetos, cinco foram aprovados. O principal deles, de autoria do prefeito, pede autorização legislativa para concessão de área de propriedade do município, às margens da Avenida Prefeito Tarquínio Bellentani, à empresa Espobrás Construção e Incorporação, que atua na execução de obras e construção de casas em escala industrial e serviços de engenharia, redes de água e terraplanagem.

Segundo a justificativa do projeto, a empresa tem intenção de empregar 300 pessoas e obter faturamento mensal de R$ 40 milhões.           


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