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Avelino Cunha

Desta vez, denúncia era sobre eventual benefício que ex-vereador obtivera em ações judiciais contra Prefeitura para fornecimento de medicamentos e exames. Seis vereadores entenderam que a denúncia do prefeito era procedente

 

Seis dos nove vereadores da Câmara confirmaram a cassação do mandato do ex-vereador Avelino Cunha (PT) em sessão de julgamento da segunda Comissão Processante, na noite de segunda-feira (13/02).

A denúncia, de autoria do prefeito Júlio Mazzo (PRP), dizia respeito a eventual obtenção de benefícios próprios e para terceiros em procedimentos de ingresso de ações na Justiça contra a Prefeitura Municipal para concessão de medicamentos para terceiros e realização de exames médicos. Da denúncia constava também indicação de advogado por parte do ex-vereador para proposição das ações.  

Por ter sido considerado culpado no julgamento da primeira Comissão, Avelino já estava com o mandato cassado desde sexta-feira (10/02).   

 Assim como na semana passada, Guto Biella (PV), Marcos Venturini (PR), Valdir Gonzaga (PSL), Tonicão De Agostini (PR), Keko Puzzi (PRP) e José Avelino (PRP) constituíram a maioria qualificada de dois terços para cassar Avelino. Marcelo Francischetti (PMDB), Professor Antonio (PMDB) e o presidente Engenheiro Irani Biazotti (PMDB) foram contrários às denúncias e à cassação.

A leitura de partes do processo foi concluída em três horas e meia, menos extensa e exaustiva que na sessão anterior. Em seguida, Avelino Cunha fez sua defesa na Tribuna em uma hora e meia.

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 O ex-vereador refutou as acusações, dizendo que foram apenas “suposições do acusador”. Criticou a atuação do setor de saúde e classificou esta como uma das suas divergências com o Executivo. Reiterou que apenas cumpriu com suas obrigações de parlamentar ao incentivar ações judiciais e questionou: “Sou culpado por ter orientado as pessoas a procurar por sua cidadania?”  

As últimas etapas foram a votação e a nova declaração de cassação do mandato.